quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A calma - te

Se a paixão nao mais te estarrece,
e a busca pelo fim da solidão te consome,
tanto, que ao teu dia escurece,
por ninguém murmurar o teu nome...

Não te apoquentes, não se apresse,
ninguém vale ainda teu sobrenome,
a angústia logo se esquece,
quando a alma se cura da fome...

domingo, 6 de novembro de 2011

Mesmo depois de tanto desecanto,
e de uma incrível jornada sem luar,
Minha alma volta à tua, em constante pranto,
meu destino é sempre a ti relembrar.

E a memória incerta do teu recanto,
insiste em pairar no ar;
se já não há mais como doer tanto,
se neste martírio tornei-me um santo,
porque não consegue a alma se libertar?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pelo bem da palavra
que me assalta à madrugada,
vou admitir-me enternecido,
sem fingir ou montar guarda.

Vou rimar para ser mais preciso,
e me divertir nesta jornada,
isto é tão raro, é um paraíso,
sentir-se bem, com a alma lavada...

Como se estivesse tudo tão quieto,
e aquilo que antevejo fosse o mais certo,
para a alma cansada de sofrer.

Como um pesadelo do qual me liberto,
e estando agora para a vida desperto,
pronto para realmente viver...

sábado, 10 de setembro de 2011

Fruto de minha displicente dedicação, inspirado pelo amor sem aparente solução...

Nem sei como ou que dizer,
sem que minha alma se parta em duas,
sem que eu diga não sentir falta das tuas,
maneiras de simplesmente ser...

É sempre, e é o mesmo tempo, a se desfazer,
num um jogo de escusas digressões...
Em que tolos, teceremos nossas ilusões,
à guisa de um destino conceber.

E a vida, vai, iludindo os corações,
pois semeamos sempre as mesmas emoções,
sonhando, ao invés de viver.

Triste é ficar procurando a solução,
para o que não se resolve numa única escansão,
que só o tempo é capaz de resolver.

sábado, 25 de junho de 2011

Poesias nunca são o suficiente,
para se dizer o que realmente se sente.

Pode ser que o papel não aceite as letras,
ou que o leitor não compreenda o que elas não dizem,
mesmo assim, escrevem-nas,
e a isto damos o nome de vontade.

Já a inspiração, é um outra coisa.
Não completamente diferente, mas semelhante,
em níveis teoricamente incipientes.

São ideias inatas ou distributivas,
são coisas ainda sem definição,
ou certezas dogmáticas sem nenhuma contradição...
Isto pode ser a inspiração,
ou não..

Só não se pode dizer que ela não existe,
além de deixar o poeta mais triste,
seria como negar-lhe sentir qualquer emoção.

Não se resume numa palavra o que se sente,
mas também não quer dizer que deva ser diferente,
cada um sabe o que vai no coração...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

As vezes eu só quero me perder no teu olhar, ou no calor do teu abraço,
sem preocupar com o Universo que se expande ao nosso redor.
sem temer não conseguir suportar a distância,
nem sofrer com a angústia de um não futuro.

As vezes, só me importa estar ao teu lado,
mesmo que não seja tão real,
mesmo que eu me sinta perto de ti, tão desigual.

As vezes, quero te dizer o que aqui dentro pulula,
e que com o tempo só acumula,
e rompe as fibras do meu magoado coração...

As vezes eu não te quero por perto,
para ter certeza de que é mesmo o certo,
e infelizmente eu não consigo.

Pois as vezes, que quero esquecer o que não entendo.
E não tenho a ti como o meu alento,
como devo então proceder?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

...

Tua voz cala a minha inspiração,
e neste silêncio ouço até teu pensamento...
Vais dizer que isto não é a perfeita definição,
do que se espera de um sentimento?

Espero tanto pela tua respiração,
aqui ao meu lado... já não aguento..
Aguardar-te, ainda mais nesta falsa moderação,
que nunca esteve no meu planejamento...

Quero-te... és mais do que um intento,
dou minha vida pelo teu alento,
só não duvides de como é grande o meu querer...

Aguarda-me, só por mais um momento,
não te sintas abandonado, ao relento,
estarei contigo, logo mais no alvorecer...

domingo, 15 de maio de 2011

Teu sorriso nunca foi um desatino,
ao contrário, foi um alívio ao meu sofrer.
És o amor com que eu sonho desde menino,
como então, não devo te querer?

Somente quem sofre em desalinho,
sabe o que a solidão é capaz de fazer.
Então não demores, temos que seguir o caminho,
antes que o tempo me faça te esquecer...

A promessa do futuro é interessante,
mas a luta que no agora é um gigante,
será parca lembrança a se esmaecer.

Quem dera estar contigo neste instante,
vai ver que desejam que sejamos mais confiantes,
se não, não valeria a pena este viver...

não é mesmo?

sábado, 7 de maio de 2011

Se o sentimento se purifica,
em razão proporcional ao sofrimento.
será que isto implica,
haver nele apenas devotamento?

o desejo seria precípuo indicador de inferioridade,
ou é apenas um reflexo da emoção?
Dizem que os sentimentos sem desejo não são de verdade,
mas eu não concordo não.

O querer é movimento da alma,
que acelera o peito, faz sorrir o sujeito
nobiliza, anima, vivifica...
ivariavelmente nos dá sensação de vida,
porque sente-se que se existe.

Mas não se deve, manter-se no ócio,
que cultiva apenas para contemplação.
Se se busca tornar o sentimento rarefeito,
há de o valorizar em cada pleito,
se quiser que nele haja perfeição.

E isto não se resume a um processo e sim a uma recomendação,
o que cada um faz com o que sente, é obvio, é intransferível obrigação.
Cada um sabe a seu tempo, cada qual em sua imperfeição,
para buscar a contento, e elevar o sentimentos, em busca da evolução...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Anteprojeto

Inconsciente, teu olhar vive a me convidar,
à uma viagem um tanto quanto imprudente.
Sei que é um contrasenso ao sentimento alimentar;
e quem me dera não ser tão renitente...

Estas letras, que são um esforço do meu pulsar,
vibram a todo tempo, em minha mente.
Já não posso mais, de ti me afastar,
porque agora, dói ser indiferente...

Fiz um esboço para te conquistar,
um croqui ligeiro e incipiente...
Mas ainda preciso do teu Norte a me orientar,
neste partido tão incoerente..

E não me agrada ter que projetar,
um futuro sem ter a ti presente.
Seria como aprender a voar,
sem poder ver o que existe à frente...

domingo, 24 de abril de 2011

Morte

Não importa o quanto a vida nos fira,
a alma não se abala perante à morte,
e mesmo que no caminho interfira,
isto só a torna mais forte...

Não preocupes pois o peito que expira,
não está entregue a própria sorte,
viver é quase sempre uma mentira,
um indiferente recorte.

Sentir quer dizer que há um reflexo,
então não afirmes não haver um nexo,
se não se busca compreender.

Essa vida é da eternidade só um anexo,
e por mais que seja isto complexo,
a alma consegue sobreviver...







quarta-feira, 13 de abril de 2011

'To make you feel my love...'

Um dia você vai saber
que você foi feito para mim
e eu para você;
que eu me encaixo no seu abraço,
e que você dança sob o som do meu descompasso
num ritmo que ninguém mais consegue entender...

Já que fomos feitos um para o outro
não há nada que nos impeça de ser um outro,
pois nem o tempo é capaz de estremecer.
aquilo que nem eu consigo descrever...

Alcançaremos além do impossível,
além da sina, além do inevitável sofrer.
Não viveremos o paraíso, mas terei o que preciso:
teu sorriso a me fortalecer...

terça-feira, 12 de abril de 2011

A rima parece ser infinita,
e não retrocede à minha opinião.
Não respeita o que se sucede,
representa, mas não esclarece,
essas coisas do coração.

Poderia até ser límpida,
se fosse escrita com mais coesão...
Mas quer saber? Nem sempre a rima,
rima com a razão.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A alma se alimenta do sentimento,
que o coração decide cultivar.
Se somente sente-se a saudade,
do que é que a alma vai se sustentar?

Por isto mantenho-te no pensamento,
e insisto neste ideia louca de te amar.
Vai que um dia isto se torne realidade?
Este tempo eu não posso desperdiçar...

A fé que compartilhamos me fortalece,
e diante dela a tristeza se arrefece,
pois não tem razão de existir...

E se tudo que há de ser, acontece,
rogo aos céus, em singela prece:
que se cumpra o que há de porvir...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Minha poesia rima com a tua verdade,
naturalmente feito o meu pensar...
Logo eu, que já não penso na saudade,
vai ver que aprendi a te esperar...

Mesmo que não haja um pingo de liberdade,
e que cada abraço seja um segundo a se esfarelar,
não desanimarei diante desta maldade,
que a distância insiste em nos ofertar.

Por isto dou vazão aos sentimentos,
e irremediavelmente não me contento,
com poucos dias de tua afeição.

Rogo que não desistas, és meu alento,
aguarde, a eternidade é só um momento,
enquanto juntos, alcançamos a perfeição...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quimera

Sempre teme-se a espera
pois é indicadora precípua da solidão.
como sentença irrevogável que em si encerra,
insuportável tortura ao coração.

Ai daquele que se desespera
pois a fraqueza é pior do que a ilusão.
E não há nenhum homem nesta esfera,
que não vá aprender essa lição.

Se de tudo, nada, ninguém coopera,
porque é que a alma obtempera,
ao invés de ouvir à razão?

Tolo é quem julga dominar uma fera,
somente estralando os dedos, numa austera,
e perigosa auto-comiseração.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As obrigações sacráticas do amor.

Já dizia um velho monge: casar não é tão bom quanto estar solteiro, mas é mais seguro! Temo por ele não ter tido a oportunidade de viver um casamento.
Ser você e de repente não ser só mais você, ser também outro. Ganhar mais preocupações, dividir problemas, adivinhar desejos, talvez isso seja amar...
Na verdade, o ama, pode ser qualquer coisa que nós queríamos que ele se tornasse. Posso amor mais minha torradeira do que a qualquer pessoa... posso decidir onde e quando coloca-lo; posso amar o meu amor ou posso esquecer como é amar passar a odiá-lo; e posso simplesmente não amar.
É no entremeio de nossas escolhas reside a nossa felicidade. Amar pode não ser uma escolha, mas cultivar pode ser a melhor delas... cultivemos o amor, dividindo-o em vários pedaços, para que possamos alimenta-lo e vê-lo crescer cada um com seu cada qual.
Algum dia, precisaremos amar com paciência, noutro, com desprendimento; cultivar vários tipos de amor é ser sábio, num mundo sem sentimento...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pode o poeta (a)guardar no peito,
por apenas um instante, perante a eternidade.
A ânsia de ser feliz, logo após ter encontrado,
a tão aguardada felicidade?

Será justo não ter por perto o tal sujeito,
da oração cheia de divindade,
que abranda e acalma esse meu jeito,
de querer no agora matar a saudade...

Só haverá justiça se o meu senso,
de julgar um crescente sentimento,
puder ser totalmente imparcial?

Ou devo dar às favas o argumento,
de que é realmente um contra-senso,
me entregar, antes de ter por total...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tua voz cala a minha inspiração,
e neste silêncio ouço até teu pensamento...
Vais dizer que isto não é a perfeita definição,
do que se espera de um sentimento?

Espero tanto pela tua respiração,
aqui ao meu lado... já não aguento..
Aguardar-te, ainda mais nesta falsa moderação,
que nunca esteve no meu planejamento...

Quero-te... és mais do que um intento,
dou minha vida pelo teu alento,
só não duvides de como é grande o meu querer...

Aguarda-me, só por mais um momento,
não te sintas abandonado, ao relento,
estarei contigo, logo mais no alvorecer...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Carnem Levare

 O
O deleite da espera é impensado,
sendo que não deixa de surpreender.
E mesmo para quem aguarda o inesperado,
à ânsia não deve prescrever...

Um suspiro ao vento é tão deliberado,
feito o desespero de se viver.
Ou é apenas um desejo mal sonhado,
de quem ganha em se perder?

A tolice aconselha à imprudência,
elimina do ser a sapiência,
e desnorteia o seu dever.

Pois no instante em que se perde a paciência,
o aguardar não é mais simples carência,
é quase um inevitável sofrer.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tua voz cala a minha inspiração,
e neste silêncio ouço até teu pensamento...
Vais dizer que isto não é a perfeita definição,
do que se espera de um sentimento?

Espero tanto pela tua respiração,
aqui ao meu lado... já não aguento..
Aguardar-te, ainda mais nesta falsa moderação,
que nunca esteve no meu planejamento...

Quero-te... és mais do que um intento,
dou minha vida pelo teu alento,
só não duvides de como é grande o meu querer...

Aguarda-me, só por mais um momento,
não te sintas abandonado, ao relento,
estarei contigo, logo mais no alvorecer...
No limiar do amor, há amizade
inócua em suas considerações...
Que carrega para si com bondade,
todas as mundanas apreensões
.

Conduz o homem a liberdade,
justamente por ouvir suas aspirações.
Transformando o certo em verdade,
e o incerto em digressões
.

Traz um fim à desigualdade,
extingue do peito a vã saudade,
e dá guarida aos corações
.

É enfim, a dona da humildade,
que une as almas sem a vaidade,
mas com
as mais singelas emoções...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Se as disposições cotidianas conduzem ao tédio,
o que fará a alma, senão na aventura, buscar um santo remédio?

Alguns dizem que experimentar é sacrilégio,
que o amor é coisa pura,
feito um manto régio.

A guisa de um embate, eu não me oponho,
a qualquer opinião contrária ou aviltante,
da qual eu nem mesmo disponho.

Digredir sobre o amor as vezes é tão enfadonho,
que apenas ouvir se torna interessante,
no auxílio ao aprendizado que proponho...

Contemplar não significa, amiúde, usufruir,
pois o toque dos seus lábios nos meus,
é só, e exatamente o que preciso sentir...

E se as palavras sintetizam um pensamento a fluir,
o que fará esse peito meu,
quando o sonho deixar de existir?